3.21.2005

A impossibilidade de... E os conflitos internacionais.

"(...) E ela queria ser sublime para ele.

Sempre quis ser sublime; uma pretensão fadada á frustração. Porque, conseguindo-se ou não, em nada se será beneficiado. Ninguém quer conviver com a sublimidade - é o tipo de qualidade absoluta que exige serviçais, não convivas."

- autor conhecido, propositalmente não mencionado. e tão... não conhecido, no entanto. -

"_ Puta que pariu! Esse irlandês é o homem mais sortudo da face da Terra!"

Mas será que Ele sabe?
E mais importante... Será que Ela sabe Que Ele sabe? Ou SE ele sabe?

Alaíde se questiona. Por demais.
Porque sofre. Ou da abundância ou da ausência de.
Nesse momento, da abundância de dúvidas e da perene ausência de auto-estima.
Alaíde o questiona. O e não lhe. Porque questiona Ele, e não A ele. Porque é silenciosa no que realmente importa. Ainda que emita ruídos estridentes na maior parte do tempo.
Menos estridentes pelo que inflamam e mais pelo que escondem e revelam.
A ausência de.
A necessidade.

Alaíde necessita.
Frustra-se. Pois necessita do intangível. Do in-atingível.

Alaíde é poesia e fluxo.
Fluida...
Passa pela vida em lágrimas e gozo que escorre pela cama...
Desliza...
Sem ser pega. Sem ser concreta.
Sendo. Ao nunca ser.

Alaíde ainda adoece.
E chora.
E pergunta as perguntas erradas. Num jogo em que as respostas nunca foram importantes. Mas as perguntas... Cruciais.


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E que se foda a Irlanda!
Nos preocupemos com a China!
Porque se a Irlanda não sabe da importância e sublimidade da China, pouco importa!
O que importa é a falta de consciência chinesa acerca de si própria.


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"Porque eu não acredito mais numa caralhada de coisas em que eu acreditava"

- não sou eu. é Ela. mas somos nós. -


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Ainda sobre o conflito internacional sobre Irlanda e China.
Umas últimas palavras.

"E culpado por estar ao meu lado, transformando-me assim na personificação do indevido. Sou tudo o que é errado, o pecado, o contra-indicado. Aquilo que deveria ser logo extirpado, ou tratado como um câncer. Você me julga maléfica. Restringe, então, as minhas possibilidades, para que eu caiba no seu setor mental reservado à remoeção de misérias. Sou isso, sua miséria, sua porcaria."

Ou fui?

"Está certa de que sempre houve, e sempre há de haver, mulheres que simplesmente são. Alguma coisa. Sem necessitar do homem como paradoxo. E ela não é a garotinha de marmanjo algum. Pode perfeitamente viver sem Rigel ou sem outro. Não precisa dele nem de outro.

(...)

... a mulher não precisa mais do homem e o homem não precisa mais da mulher. O que parece torturante é conseguir se encontrar nessa ausência de função de um para com o outro."

- da minha amiga imaginária -


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Alaíde se perde.
( entre as dúvidas e os divãs )
Para se encontrar.
Permanece na mansão. Por ora...
E agradece à amiga imaginária não ausente pela absoluta falta de presença física.

E pelo texto... Escrito a quatro mãos.

Tortura-se.
Mas segue, sempre.



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Post Scriptum interno:

Duas horas depois...

"Livrei-me de você, mas o contrário não ocorre.
Cansei-me.
Admito a culpa. A brincadeira narcisística e sádica resultou em loucura. Minha e sua.
Mas eu trato só da minha.
Somos loucas. Todas.
Mas SOU. Tu não ÉS, aparentas ser. Não louca. Porque a loucura fatalmente te pertence, assim como a todos nós.
Mas aparentas ser ... Eu.

Cada um tem a Vogler que merece. E a sombra que nos persegue por própria escolha.
Muito lisonjeiro pode parecer, mas dispenso. Aprendi a técnica da auto-esculhambação em prol de um maior contato com a realidade.
Quebrei o espelho. Lembra?

Minh'alma não cabe na cama de ninguém, eu bem já disse.
E não há de caber no teu berço de marcenaria barata.

Desiste. Porque eu já desisti.

Fechada em copas, restam-te folhas mortas. Já puídas. Já desatualizadas.
Pesquisa permanentemente inconclusa e fadada à frustração.

E nesse exato momento, eu quero que a Irlanda se foda. Por mais que eu a ame.
E se possível, que a Irlanda foda logo com a Coréia junto, tomando-lhe por China. Confundindo.
Porque assim a Coréia acalma.

"Então vai! Come logo ela (sic)! E come bem comido ou mal comido, tanto faz. Contanto que você lhe chame de Alaíde...
Faz o exorcismo. E livra a menina. Tanto de mim, quanto dela mesma.
E eu aproveito a deixa para me livrar de vocêS."

1 Comments:

Blogger Leandra Lambert said...

Carol, adoro teus textos.

Como eu te disse outro dia no msn, não criei o hábito de ler blogs... mas agora criei o meu blog, em parte para ver se crio o hábito de ler os que gosto também - acho que assim vai funcionar.

Mas claro que o principal motivo não é esse... é a necessidade de escrever, nem que seja uma bobagem em um dia, no outro também. Escrevendo, em algum momento vem o que tem que vir à tona... não é?

beijos,

4:52 PM  

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